Esse será nosso espaço de mediação para a reflexão sobre os capítulos 3 e 4 do livro do Damásio.
Analisando os capítulos 3 e 4, que tratam de uma perspectiva histórica tanto das tecnologias de informação e comunicação – TIC como das teorias educativas, trazendo por fim o uso das mídias como ferramentas de ensino, emergem algumas discussões que acredito ser interessantes discuti-las:
- A evolução das tecnologias de informação e comunicação contribuíram para as pesquisas das teorias educativas ou sempre foram ignoradas pelas mesmas, exceto, pelo construcionismo.
- Ainda nesta linha, se tivéssemos algumas tecnologias atuais, como Internet, celular, Ipod, há 30 ou 40 anos atrás, teríamos as mesmas discussões pedagógicas de hoje ou as teorias educativas da época não estariam prontas?
- Podemos afirmar, ou apenas indicar, que o fato da evolução histórica da educação a distância “coincidir” com a evolução histórica das TICs, uma vez que a EAD utiliza-se das TICs para a comunicação entre professor e aluno, contribuiu para que esta modalidade de educação mudasse seu status de educação marginal para consagrar-se, na atual chamada sociedade da informação e conhecimento, como uma das principais formas de aprendizagem, influenciando inclusive o ensino presencial onde se busca hoje em dia um modelo híbrido?
Setembro 19, 2007 às 3:28 am
CGostaria de comentar oa questão postada pelo grupo:
_ se tivéssemos algumas tecnologias atuais, como Internet, celular, Ipod, há 30 ou 40 anos atrás, teríamos as mesmas discussões pedagógicas de hoje ou as teorias educativas da época não estariam prontas?
_ insiro mais uma provocação:
O Brasil está desenvolvendo projetos de formação de professores para o uso integrado de computadores na educação pública desde a época de 80… Quais foram os avanços? quais os cenários possíveis?
Setembro 20, 2007 às 2:07 am
As questões colocadas podem nos levar a diversas pesquisas. Para tanto, vale consultar as bases de dados científicas como scielo, CAPES, Prossiga…
Se ficarmos com Damásio veremos que no cap. 3 ele trabalha com alguns conceitos muito importantes para nossos estudos, entre os quais: rede, conectividade e uso. Nesse sentido, podemos procurar identificar semelhanças e diferenças entre os estágios do uso das TIC em empresas e nas organizações educativas.
Setembro 20, 2007 às 9:30 pm
Olá pessoal,
respondendo á primeira questão da Graça, penso que até hoje ainda não estamos prontos…
Beth: qual seria a idéia das bases, visitar outros autores e então trazermos nossos entendimentos de cada conceito?
Setembro 20, 2007 às 9:50 pm
Oi Graça,
há 30/40 anos atrás o que se discutia era se a tv deveria ou não ser usada como recurso pedagógico. As discussões parecem as mesmas sobre mídias diferentes onde sempre está em questão o como usar. Essa citação é de Theodor Adorno (ele escreveu no fim dos anos 50)
A meu ver, o ponto de partida para uma discussão como esta estaria em situar-se de modo eqüidistante, tanto, por um lado, do pensamento daqueles que consideram apropriado não deixar entrar em suas casas algo assim, quanto por outro, daqueles que dizem: “sou uma pessoa moderna, e por isso mesmo superficial”, e que nesta medida cultivam a televisão por considerá-la moderna. Pois, para começar, o que é moderno na televisão é a técnica de transmissão, mas se o conteúdo da transmissão é ou não moderno, se corresponde ou não a uma consciência evoluída, esta é justamente a questão que demanda uma elaboração crítica. ADORNO, Theodor, W. Educação e emancipação. 3ª. Ed. São Paulo: Paz e terra, 2003.
Setembro 21, 2007 às 5:47 pm
Acredito que os grandes projetos tecnológicos tenham sido impulsionados a partir de uma ótica mercadológica, inicialmente. Damásio até sugere que os jogos eletrônicos deram um impulso sensível ao desenvolvimento de novos implementos. Com relação a inovações tecnológicas na educação, as atualizações necessárias talvez não acompanhem o mesmo ritmo daquele imposto pelo mercado de celulares, MP3 Players e similares, por exemplo, por força de política educacionais vigentes. As grandes questões e discussões teóricas, acerca de várias áreas do conhecimento, acompanham o movimento de cada momento histórico e culminam, geralmente, com momentos de transição, mudanças de paradigma. Acredito que se as discussões que temos agora sobre educação tivessem ocorrido há 20 anos atrás, estaríamos discutindo, não as mesmas questões, mas prosseguindo com um posicionamento atento e crítico acerca de outras teorias, processos, etc.
Setembro 21, 2007 às 6:27 pm
Graça
Não precisamos ir tão longem em 1997 eu comecei a dar aulas na Escola técnica federal é a grande discussão era que os recursos como TV, Video e computador deveriam ser usados apenas nas aulas técnicas pois eram recursos “complicados”de serem utilizados por todos os professores entào concordo com a a Márcia a discussão sobre as midias parece sempre a mesma. Ninguém quer muito aprofundar que a questão nào está na midia e sim nas práticas… no caso da Escola Técnica pq um professor iria mudar sua prática? Ele nào tinha, como já discutimos, descoberto a necessidade para essa mudança…
Mas ela aconteceu em dois anos pois como se tratava de uma escola técnica a mudança a cabou ocorrendo de cima para baixo, ou seja o governo capacitou todos os professores com a seguinte política: a tecnica fica para os técnico mas os professores da base vão ter que dar suporte para os alunos e para isso precisam saber usar a TICs em suas aulas
Setembro 22, 2007 às 11:32 pm
Olá
Graça, Beth, Arnaldo, Márcia, Fernando e Mônica
Muito obrigado pelas contribuições de vocês. Realmente provocam bastante a todos, enriquecendo nosso debate.
Referindo-se à nossa questão, complementada com a provocação da Graça, a intenção foi tentar fazer aquilo que, na minha visão, ficou faltando nos capítulos 3 e 4 do Damásio, ou seja, relacionar a evolução histórica das TICs com as teorias educativas, ou ao menos contextualizar estas teorias quanto às TICs existentes à época.
Como tratar as teorias baseadas em interações sociais sem discutir as influências que as TICs têm sobre a sociedade?
Setembro 22, 2007 às 11:34 pm
Outro tema apontado pelo autor, e reforçada pela profa. Beth, é quanto à discussão das esferas pública e privada que, conforme compreendi, ele se refere ao público quanto às empresas e universidades e o privado àquilo que chamaríamos de pessoal, particular.
Na questão pública, além de trazer um panorama da utilização das TICs nas empresas e univeridades, ele aponta um Projeto “Campos Virtuais” desenvolvido pelo governo português, através da UMIC* , que tinha por objetivo inserir as instituições de ensino superior na chamada “Sociedade da Informação”, modernizando as infra-estruturas de redes existentes com a tecnologia wireless (sem fio) e possibilitando o acesso de qualquer aluno a qualquer Campus do país, independente de sua escola de origem.
Isto vai ao encontro do exemplo dado pela Mônica sobre a política “de cima para baixo”, desafiando as instituições a reorganizarem seus processos e descentralizarem o acesso às informações sob pena de que isto fique nas mãos da esfera privada, que se encarregará de disseminar o uso destas tecnologias.
Setembro 23, 2007 às 2:47 pm
Olá colegas!
Beth,
De acordo com a leitura de Damásio o uso de tecnologias na esfera empresarial se assemelha ao uso na esfera educativa quando tenta facilitar o acesso e o transporte de volumes de informação em quantidades e qualidade superior.
Setembro 23, 2007 às 11:15 pm
Olá
Muito bem pontuadas as colocações, em especial as questões levantadas pelo texto de Damásio trazidas pelo Sapucaia.
Retomando a temática – relação público/privado – como articular a utilização das TICs nesses contextos?
Setembro 25, 2007 às 9:19 pm
Hoje as tecnologias de informação e comunicação estão implantadas de uma forma sólida na nossa sociedade. Entretanto, os educadores ainda apresentam grandes dificuldades na utilização delas no campo educacional e, principalmente em sua apropriação para utilização pedagógica. Considero que o maior desafio para os educadores na sociedade atual é entender seu novo papel e compreender as TICs como ferramenta mediadora da aprendizagem. Isso está atingindo tanto os professores das escolas públicas como as privadas. Todavia, o desenvolvimento das TICs estão promovendo mudanças nas relações entre os seres humanos e desses com o meio. Os atores envolvidos no processo educativo já começaram a atuar em seus novos pápeis, apesar de, o hoje nos mostrar que este aluno é um nativo desta sociedade, mas este ainda não compreendeu sua real importância como ator neste processo educativo. Como ajudá-lo articular os recursos disponíveis às suas necessidades educativas que está sendo um desafio para todos.
Setembro 26, 2007 às 1:48 am
Caros,
temos em Damásio muitos aspectos que podemos continuar a explorar, especialmente o conceito de uso das tecnologias de informação e comunicação em contexto. Ou seja, o conceito de uso vai além do manuseio instrumental de uma tecnologia e engloba as formas de uso estabelecidasno âmbito da esfera social pela interação com o sistema constituído por tecnologias, práticas e fatores sociais e organizacionais em uma experiência ativa.
Arnaldo, a busca de informações em bases de dados científicas pode e deve ser feita em todos os momentos p/ enriquecer nossos estudos, pois precisamos ter um olho no que foi produzido e outro no que anuncia algo novo.
Flávio, Portugal está em um intenso trabalho na parceria público privado p/ a inclusão dos cidadãos na sociedade da informação. Existem três iniciativas da área educacional em implantação:
1) e-oportunidades para trabalhadores em formação;
2) e-escolas que pretende prover um computador para cada aluno;
3) e-professor do ensino básico e secundário, desenvolvido em parceria entre setor público e empresas de informática e telecomunicações.
A empresa TMN disponibilizou 300 mil computadores portáteis a 150 euros. O objetivo é levar a meio milhão de portugueses o acesso a computadores portáteis e à Internet de banda larga a preços reduzidos e destina-se a alunos do 10º ano, a professores do ensino básico e secundário e a trabalhadores em formação no âmbito do programa Novas Oportunidades.
A par disso, o Ministério da Educação – ME de Portugal promove a CRIE – Iniciativa Escolas, Professores e Computadores Portáteis, pela qual estabeleceu um Quadro de Referência para a Formação Contínua de Professores no domínio das Tecnologias de informação e Comunicação. Diversas universidades possuem centros de referência da CRIE e vcs podem obter mais informações em: http://www.crie.min-edu.pt/index.php?section=106
Falei demais!!!
Abç
Setembro 26, 2007 às 7:40 pm
De fato durante muito tempo a EAD foi entendida como uma educação de segunda categoria. Isto ocorria também porque o suporte tecnológico anterior ao avanço das tics, ou seja,como rádio, tv, mídia impressa não permitiam maior interação entre professores e alunos.Estudos de Citelli(2003), mostram que a mídia eletrônica, ao permitir troca por meio de voz, imagem, por aplicativos capazes de sustentar diálogos síncronos , tipo msn, aumentou a sensação proximidade espacial. No capítulo 2 do Damásio, vimos que uma das consequências das novas tecnologias, especialmente as vinculadas ao computador, nos atinge sensorialmente,dando-nos a impressão de estar de fato em uma sala, onde o diálogo é possível. Castells(2000), menciona que as NTICs , oportunizaram o surgimento de “espaços propícios” para o intercâmbio de informações, logo a oportunidade de desterritorializar a sala de aula. A EAD, pôde com tudo isso avançar, pois a distância , conceito anteriormente vinculado a deslocamento , agora já parece vencido.
Setembro 28, 2007 às 10:23 pm
Olá pessoal
Beth concordo, as bases são uma possibilidade maravilhosa de estarmos em contato com todas as pesquisas que aconteceram e que estão em desenvolvimento. É a partir daí que se dá parte dos desenvolvimentos, pois temos a possibilidade de saber até onde se caminhou e partirmos daquele ponto em diante. Entendi agora o que você citou no começo.
Olhando um pouco para a educação ocorrendo nas corporações, recentemente fiz uma pequena pesquisa e pude perceber que há uma grande lacuna entre a universidade acadêmica e a universidade corporativa. A segunda traz um conceito de educação que não se articula com a primeira, a impressão que fica é que as corporações criaram um novo título para a área de treinamento corporativo, denominado agora de “Universidade Corporativa”.
O que acham?
Setembro 28, 2007 às 10:48 pm
Caros,
Algo me inquieta hoje. Ensinar aos professores como utilizar as TIC como instrumentos de apoio (catalisadores?) no processo de ensino-aprendizagem agora ou antes, me parece que suscitaria a mesma natureza de problema. Pois nenhuma teoria dá conta de qualquer discussão se essa (teoria) é desconhecida e não experimentada.
Tenho visto cursos de formação de professores, principalmente de pedagogos, em que as alunas (mulheres em maioria) não estão lá muito interessadas – além de sem vocação – para o exercício da profissão de educadoras. Os professores procuram “facilitar a matéria” para que consigam aprovar um número de alunos, que vão passando para a frente e alimentando o ciclo escolar (como diria Perrenoud, a avaliação serve para gerir fluxos). Assim, novas turmas entram e saem dos cursos de formação de educadores sem a mínima noção de seu papel.
Gostaria de colocar uma outra provocação: seriam esses problemas (de como trabalhar com as TIC em educação) característicos da realidade brasileira? Pelo sim, pelo não, acredito que o buraco é bem mais embaixo. Faltaria condição teórica para empregar também as velhas tecnologias. Antes e agora.
Setembro 29, 2007 às 10:19 pm
Colegas,
Das tres questoes acima, irei me ater as duas ultimas.
Penso que todos os fatos fazem parte de um contexto hitorico e social, no qual a politica tambem participa. Reportando-me para este periodo, e refletindo que nesta epoca a maior parte da populacao brasileira residia em zona rural, era extremamnete catolica, o pais vivia uma ditadura militar, a televisao estava passando do preto e branco para o colorido, o divorcio era proibido,a pilula anti-concepcional era recem desenvolvida, ou seja…….a realidade era outra, a sociedade era outra, e as teorias educacionais , inclusive o Behaveurismo estavam em sintonia com o pensamento repressivo daquele momento.Nao foi a toa que os primeiros discursos sobre construtivismo surgiram no Brasil, apos a democratizacao de nosso pais.Nesta mesma epoca, a tecnologia era usada na educacao a distancia, por meio de programas de radio e tv, todavia, as aulas nao eram ministradas pelos professores…..outros tempos.
Setembro 29, 2007 às 10:41 pm
Agora sim, a respeito da segunda questao.
Muitos autores, entre eles, Santos(2002), Citelli(2003)e Cruz(2004),demosntram que a EAD avancou em concordancia com as Novas Tecnologias. Sabemos que ate recentemente, esta modalidade de ensino era considerada de segunda categoria, mas porque? Evidentemente em virtude da pouca interacao entre professor aluno, e mesmo entre alunoXaluno, situacao completamente modificada com o advento das NTICS. Veja, a EAD por TV, ocorria por meio de um processo de transmissao, sem a participacao do aluno. Ele recebia a informcao. Fiorentinni(2002) nos mostra que o advento da internet trouxe o que ela chama de ingerencia, ou seja oportunizou a participacao do aluno, interferindo no conteudo da aula. Midias como teleconferencia, ou seja, uma aula ministrada por tv, mas com interacao via telefone, fax ou e-mail, ja se traduziram num avanco. A videoconferencia, foi um passo maior. O professor, transmite sua aula, por meio de um estudio de geracao, para cinco ou seis polos, cada qual com 20 a 40 pessoas. Contudo, trata-se de uma midia compartilhada( o que Damasio chama de convergencia), ou seja unifica a tecnologia de telecomunicacoes utilizada na tv, associada a softwares de comunicacao, proprios da informatica. Por meio deste avanco tecnologico, o aluno assiste aula pela tv, mas participa e tempo real.
Veja, e evidente que o surgimento de tecnologia capazes de reduzir as barreiras de espaco e tempo, modificaram o pensamento coletivo sobre EAD, bem como fez com que os profissionais da ed. presencial viessem a reconhecer sua importancia.O preconceito com a EAD, ocorria porque ela nao permitia um relacionamento, uma troca, fato hoje superado.
Setembro 30, 2007 às 2:07 pm
Olá Colegas!!!
” Os professores usam a tecnologia para apresentar e transmitir novos volumes de informação, porque assumem que esse modo de transmissão está mais próximo do tipo de experiência cognitiva conhecida pelo aluno.” Esta colocação feita por Damásio, no capítulo IV, p. 128, leva-nos a uma revisão dos processos de ensino. Será essa a melhor forma de ensinar utilizando tecnologias?
Outubro 1, 2007 às 9:04 pm
Bons questionamentos:
1. Articulação das tecnologias em contextos públicos e privados;
2. Como seriam as discussões com os recursos de hoje em um passado relativamente distante, 30 ou 40 anos;
3. Ensinar com tecnologias é o modo correto;
4. Modelos híbridos de ensino;
5. Quais os avanços na formação de professores;
6. Teorias baseadas em interações sociais e influências tecnológicas na sociedade.
Temos, de um lado, a necessidade capitalista para o ter e, de outro, a vontade de situar as tecnologias e as mídias no contexto educacional. As teorias são escritas no pós-prática conhecida e, quem tem o poder, executa políticas de escolhas para formações.
O público e o privado, por vezes, é separado por uma íngreme linha. Na comunidade portuguesa do Moodle (http://web.educom.pt/moodlept/course/) pode ser discutida a inserção dos computadores portáteis e o acesso dos professores.
Alguns chamam de pseudo-oferta as pré-inscrições (http://web.educom.pt/moodlept/mod/forum/discuss.php?d=1504).
Até mais,
Outubro 2, 2007 às 1:52 am
Pessoal, escrevo colocando nomes apenas p/ me referir a colocações de vcs, já que não tenho como comentar logo abaixo de cada intervenção de vcs. Mas isso não significa que a resposta seja apenas p/ a pessoa cujo nome citei. OK?
Sandra, vc pontuou mt bem o que aproxima as duas esferas. E em que difere o uso da tecnologia na esfera empresarial do uso na esfera educativa?
Valéria, estamos falando de educação ou de ensino a distância?
Arnaldo, o que é universidade corporativa? Quais as suas finalidades?
Paulina, de fato nem as velhas tecnologias / artefatos fora incorporadas na educação. Quem sabe fazer um bom uso da TV (analógica)? Esse é mais um motivo p/ irmos em busca de teorias que ajudem a explicitar as distintas dimensões que fazem parte da educação e, especialmente, quando se utilizam tecnologias.
Escrevemos artigos e livros que podem ajudar a avançar nessas questões, como é o caso de dois livros que lançamos este ano, pela Editora Avercamp, sendo um deles com foco na integração de tecnologias e outro na formação de gestores a distância.
Vamos lá, está se aproximando o fechamento desse seminário e noto mts ausências de colegas.
Outubro 2, 2007 às 2:29 pm
Beth e colegas.
Pelo que tenho visto pude entender que universidades corporativas são, de algum modo, o desenvolvimento das antigas áreas de treinamento das empresas. Aparentemente as empresas passaram a perceber os funcionários como um recurso, capital humano, e começaram a traçar estratégias para seu desenvolvimento, manutenção e retenção.
Existem várias pessoas estudando esse tema, como por exemplo, Jeanne C. Meister, cuja definição de universidade corporativa segue abaixo:
“Uma Universidade Corporativa é uma função educacional estabelecida e administrada por uma empresa (corporação). Funciona como um guarda-chuva estratégico de todas as necessidades educacionais da empresa. Considera todos os funcionários e toda a cadeia de valores, incluindo clientes e fornecedores (MEISTER, 2000).”
MEISTER, C. J. Testimony Before Web-Based Education Commission. September 15, 2000. Disponível em: http://www.hpcnet.org/cgi-bin/global/a_bus_card.cgi?SiteID=179527 . Acesso em 02/10/2007.
Outubro 2, 2007 às 8:24 pm
Acredito que o que difere o uso na esfera educativa da empresarial é a busca( desejo) da construção de experiências educativas que promovam mudança nos sujeitos caracterizando assim a intencionalidade da ação educativa.
Outubro 2, 2007 às 10:39 pm
Oi Paulina
concordo com vc sobre como é complexo trabalhar com formação de professores para o uso de tecnologias, mas também temos que avaliar que tipo de proposta nos temos para trabalhar com eles, se ela é realmente adequada, se não é imposta e que tipo de modificação esta formação vai trazer. E aí concordo com Damásio quando diz que educar é uma atividade intencional que demanda tempo de preparação e estudo. Saber como usar a tecnologia nos processos educativos exige uma predisposição por parte do educador para o entendimento sobre as TIC e sua importância. Isto para nós também como educadores que formam professores para o uso da tecnologia.
Outubro 2, 2007 às 11:37 pm
Pessoal, pela definição de Meister trazida pelo Arnaldo fica evidente que a intencionalidade do ato educativo da empresa vai em direção ás necessidades e interesses e aí reside uma das diferenças da educação, pois na perspectiva humanizadora de Paulo Freire a educação tem como finalidade o desenvolvimento do homem, sua humanização e emancipação, isto é, criar condições para que as pessoas se percebam como autoras de suas histórias, sujeitos que atuam na transformação de seu contexto e do mundo ao tempo que se tornam mais humanos.
Nesse sentido, as colocações de Márcia (que bom tê-la conosco novamente!) que trabalhamos para o uso de tecnologias na educação e temos registrado parte de nossa história com projetos no Programa de Pós em Educação: Currículo em artigo no primeiro número da revista e-curriculum.
Vamos à aula de amanhã, às 13:30h!